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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

VENTO SOLAR VOCÊ SABE O QUE É?


🔺
Aruanda


Texto extraído do livro “CONSCIÊNCIA” de JOSEPH GLEBER
médium Robson Pinheiro
Ed. Casa dos espíritos
O chamado vento solar não é um vento propriamente dito, mas uma irradiação proveniente do sol – de bilhões de partículas subatômicas -, tanto de sua composição energética habitual, conhecida nos estudos dos meus irmãos da ciência, quanto em sua forma astral, correspondente a essas mesmas partículas e localizada na dimensão extrafísica.
As cargas de prótons, nêutrons, elétrons e uma infinidade de outras partículas emanadas do turbilhão solar vêm, em alta velocidade, banhando a Terra constantemente.
Tais formações de pura energia, que são responsáveis pelo fenômeno da aurora polar, podem ser conduzidas da alta estratosfera mediante o auxílio de entidades especializadas, a fim de esterilizar os locais para onde forem canalizadas.
A energia dinâmica das partículas do vento solar tem a propriedade de influenciar magneticamente os campos de frequência de baixo teor vibratório, desfazendo-os ou fragmentando-os.
Pode ser usada para queima de parasitas e contaminações fluídicas nos ambientes.Nenhuma forma parasitária criada por mentes enfermiças resiste ao vento solar. Também usada na queima de resíduos tóxicos e mentais nos planos astralinos.
Em virtude do poder do corpo mental superior, principalmente no que tange às energias e suas diversas manifestações na natureza, verificamos que a força do pensamento dos médiuns que mantêm atividade regular no exercício de sua mediunidade é capaz de exercer influência benéfica sobre as partículas do vento solar.
Isso ocorre devido ao dinamismo com que estas respondem ao poder direcionador da vontade da equipe mediúnica como um todo, aliada à diligência dos técnicos e especialistas do lado de cá da vida.
Altamente carregadas com vigoroso potencial magnético, tais partículas aglutinam-se sob o comando superior associado à força mental do operador encarnado, estabelecendo potente fluxo energético.

Podemos aplicar dentro do terreiro uma rajada de vento solar antes das atividades que pode compor dentro dos ritos umbandistas um forte aliado na limpeza energética.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

APONTAMENTOS SOBRE O DESCARREGO NA UMBANDA

🔺
Aruanda

obsessão espiritual é uma realidade que infelizmente ainda passa despercebida por muitas pessoas. Ainda dentro dos círculos espiritualistas – seja Umbanda, Espiritismo, Teosofias e afins – esse tema é bem controverso e chega a gerar diversos tabus.
O obsedado é encarado como um ser fraco, desprovido de vontade para combater as influências negativas. Esse preconceito vem do lugar mais descabido: daqueles que se julgam espiritualistas. Esses não têm a menor noção do que, exatamente, é uma obsessão e de como elas se processam. Acreditam que só por estar fazendo um trabalho espiritual estão imunes a isso. Sinto lhes informar, mas possivelmente você está sendo obsedado nesse exato momento!
Mas para isso existe tratamento, pois, Deus magnânimo em sua máxima expressão, não permitiria que houvesse uma situação sem resolução. O tratamento começa no terreiro ou centro espírita, mas não termina lá. Vamos entender um pouco como isso ocorre.
Geralmente os casos de obsessão, são dados como de Desencarnado para Encarnado, ou seja, um Espírito já desencarnado, através de laços energéticos, se liga a um espírito encarnado, prejudicando esse ou forçando-o a agir de forma “contrária a sua natureza”. Eu uso aspas aqui, pois ninguém age contra sua natureza! A gente acha que age, mas não é verdadeiro, pois se fizermos algo ruim é porque possuímos essa semente dentro da gente. Somos espíritos em aprendizado e não devemos nos esquecer disto.
Esses laços que ligam o espírito desencarnado ao espírito encarnado se tornam muito fortes  e eles tem um motivo de ser, a vibração entre os seres. Seja por uma vingança, um espírito inimigo do passado procurando a sua “justiça”; seja por uma questão de correspondência vibratória, como é o caso das drogas, alcoolismo, vício em sexo e afins; Tudo tem um objetivo de despertar o ser humano. Esses laços muitas vezes, quando no começo da obsessão, podem ser rompidos com mudanças de comportamento e até mesmo com mudanças estruturais na vida da vítima.
Porém em alguns casos mais agressivos, isso não ocorre. Principalmente em casos de obsessão geradasobsessores por feitiços e encantamentos, as famosas DEMANDAS. Nesse caso é necessária outra abordagem terapêutica espiritual e a Umbanda é fantástica para isso.
Esse processo de “tirar o encosto” é chamado de Descarrego e é praticamente uma desobsessão compulsória. O guia-espiritual nunca trabalha sozinho, ele possui um exército de espíritos desencarnados de várias designações diferentes para operarem sob o seu comando. Então, quando um consulente chega ao terreiro com um caso de obsessão grave, que possa ter passado para uma obsessão complexa, uma fascinação ou até mesmo uma subjugação, eles procedem primeiro dando um choque no contato entre o obsessor e o obsedado.
Podemos contar com a ferramenta do Choque Anímico ou Mediunidade de Transporte de Umbanda, mas nem sempre isso é necessário. O guia-espiritual de forma velada irá acionar um agrupamento de espíritos guerreiros ou até mesmo exus e pombagiras para que aprisionem o espírito obsessor.  Depois outros espíritos e o guia-espiritual promovem passes energéticos na pessoa para desligamento dos cordões energéticos que ligam o espírito obsessor ao duplo-etéreo do obsedado, e só então é que lhe é ministrada a consulta. Essa consulta  ou atendimento espiritual objetiva em esclarecer o obsedado (consulente) das mudanças que ele precisa promover em sua vida, para não mais cair no mesmo problema. Geralmente essas mudanças estão relacionadas a reforma íntima e aos objetivos primários traçados antes da reencarnação. Se o consulente começar a se modificar e se melhorar, com certeza esse processo obsessivo terá fim. Mas, caso o mesmo não trabalhe nesse sentido, o processo pode voltar a ocorrer, nem sempre com o mesmo obsessor.
O que precisa ficar claro é que 70% da culpa de uma obsessão é sempre da “vítima”, pois ela não se manteve alerta a recomendação do ORAI E VIGIAI.
Os Espíritos Obsessores que são aprisionados temporariamente, ou na gíria de terreiro são amarrados, são submetidos a evangelização. Primeiramente os espíritos que estão tratando desse obsessor – pois o mesmo também é um filho de Deus em sofrimento e merece tratamento, mesmo que ele seja hiper maligno – vão lhe enfraquecendo, deixando ele desnutrido. O mesmo precisa sempre se alimentar de energias negativas e viciantes, porém em estado de aprisionamento, lhe é cessado todo acesso a essas energias e o mesmo vai enfraquecendo. Quando fraco começam a ser oferecidos a esses espíritos outras formas de energia, são alimentados com “formas-pensamentos” benéficas, feitas por energia positiva e por caridade. Esse assunto da alimentação ou não eu deixo para um próximo artigo.
Nessa forma, o espírito está enfraquecido, porém aberto. Mas ainda carrega ainda muito das suas raivas e paixões inferiores e assim como nós, que quando achamos que fomos injustiçados, queremos a retribuição, eles não pensam com clareza. São então submetidos às sessões que conhecemos como desobsessão, nos centros espíritas ou até mesmo participam de exorcismos, missas e afins.
Eu disse que eles não pensam com clareza, mas isso não quer dizer que não sejam astutos. Existem espíritos malignos extremamente sagazes e inteligentes, mas que pecam por não possuírem um lado moral muito apurado. Justamente por essa sagacidade, eles sabem que um consulente vai ao terreiro e que o mesmo será, de uma forma ou outra, ajudado. Para evitar que ele seja aprisionado, ele se distancia da sua vítima quando esse se aproxima do campo de atuação do terreiro. Esse é o motivo de muitas pessoas se sentirem bem só de irem até o terreiro e falarem que não querem passar com o guia. Isso não é correto, pois a melhora é temporária e é ilusória. Assim que o consulente sai do campo energético do terreiro, o espírito volta a se “encostar” nele e tudo volta ao caos.
anjoNesses casos é necessário que se vá ao terreiro, para o guia poder identificar os cordões energéticos que ligam o obsessor ao obsedado. Pode ser que o obsessor não esteja presente ali, nas imediações do terreiro ou esteja escondido, porém os laços não são possíveis de serem escondidos para sempre. Um bom guia-espiritual, com um bom médium, conseguem perceber tal fato e fazem a chamada “Puxada” do espírito através do magnetismo. Esse fatalmente irá passar pela tronqueira, onde o elemental que lá se encontra já irá sugar grande parte da negatividade, já deixando o mesmo mais enfraquecido e depois o processo acima descrito se desenrola.
Basicamente é assim que se processam o descarrego de pessoas e o encaminhamento de espíritos. Claro que isso é bem mais extenso, só estou tentando mostrar uma ilustração básica aqui de como as coisas se desenrolam. Possivelmente  o guia-espiritual irá pedir para o obsedado (consulente) retornar em mais algumas giras ou sessões, irá lhe ministrar banhos, receitas, defumações ou pedirá para rezar algum salmo, prece e afins. Aí é cada guia com sua mironga, mas que tem o mesmo propósito, manter fortalecido em espírito e mente o consulente para não sucumbir novamente enquanto ainda se desenrola o tratamento.
Você já parou para pensar em quantas vezes passamos por isso? E também fica aqui clara a interligação entre religiões como a Umbanda e o Espiritismo. Deixe sua opinião nos comentários, queremos saber mais sobre vocês.

sábado, 16 de setembro de 2017

DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO NA UMBANDA



🔺Aruanda
#Umbanda
Pergunta à Baiano José: O pai pode nos falar um pouco a respeito do desenvolvimento mediúnico na Umbanda?Notamos que muitos médiuns adentram os terreiros sendo girados e logo são conduzidos para a sessão de atendimento após haver a incorporação isso é correto? 
Baiano José: Além de ser um método antiquado, precisamos entender que esta metodologia não define tipo de médium ou mediunidade, pois age dentro de uma vibração "horizontal" ou terra - a - terra e necessariamente com o afastamento do duplo etéreo não contribui.
Pergunta: Poderia falar um pouco sobre a importância do desenvolvimento mediúnico na Umbanda?
Baiano José: Filhos, o desenvolvimento mediúnico na Umbanda dever ser feito a custa de estudo, dedicação, paciência e bom senso antes de mais nada. Abordamos isso logo no início desta resposta, pois é o que menos encontramos em meio aos médiuns sejam homens ou mulheres que tentam ingressar na Umbanda nos dias de hoje, mais movidos por um sensacionalismo, fantasia e ilusão do que por amor ao próximo e a si mesmo.
Notamos ainda nos dias de hoje médiuns sendo girados dentro dos terreiros para manifestarem sua mediunidade, ato totalmente reprovável, pois o mesmo faz com o que o duplo etéreo do médium se desloque alguns centímetros ao lado de seu corpo, permitindo assim que o corpo mental capte a energia reinante no ambiente, salientando que em certos lugares encontramos espíritos levianos se fazendo passar por pais e mães velhos, Exus de lei e diversas outras entidades que compõem o grupo de espíritos comprometidos com a lei de Umbanda e neste ambiente desregrado, onde falta estudo acima de tudo se manifestam nesta ação iniciando-se processos de obsessão por fascinação que irão com o passar do tempo para casos mais complexos.
Quando promovemos os estudos da mediunidade em uma casa, um grupo de médiuns é estimulado para conhecer a si próprio e ver o quanto o mesmo se trai com as ilusões disfarçadas nos atendimentos mediúnicos, pois notamos que a maioria dos colaboradores de um terreiro não querem varrer chão, limpar o banheiro ou serem cambonos, mas sim, movidos por esta ilusão desejam o ato da incorporação esquecendo-se que toda atividade que envolve um terreiro é viável e tem seu valor junto aos que frequentam o mesmo.
Nos estudos mediúnicos devem os médiuns primeiros compreenderem a responsabilidade que os espera, promover sua reforma intima, sua postura doutrinária e acima de tudo ligarem seus espíritos e propósitos mundanos com os propósitos de Deus. O que surge com o tempo dentro do fenômeno incorporativo é o resultado desta busca e isso não ocorre da noite para o dia lembrando que nem todo médium necessita incorporar devido aos vários tipos de mediunidade que dentro da Umbanda motivados por dirigentes, zeladores ou pais e mães de santo despreparados e que não incentivam ao estudo e bom senso resumindo todos os fenômenos da mediunidade somente no ato da incorporação.
Ainda dentro deste aspecto é preciso compreender que mediunidade não tem "relógio" sendo um dom orgânico cada um a desenvolverá de acordo com sua busca e preparo. Não é correto encostar um médium na parede exigindo que "já esta na hora de você manifestar o seu guia", é preciso antes de mais nada se conhecer às leis do mentalismo, da mediunidade responsável, dos tipos de manifestações mediúnicas e se exercitar para que no "tempo de Deus" cada um assuma sua responsabilidade.
Infelizmente notamos casa incentivando festas para tudo e todos, quando o objetivo maior é servir ao próximo, utilização exagerada de colares ai atingindo o senso visual de quem esta na assistência além do próprio médium que deixa se levar pelas muletas psicológicas, roupas coloridas, excessos de imagens e infelizmente a deturpação de Exu e Pomba-gira.
O estudo desmistifica e corrige estas "lendas urbanas" criadas em nome da Umbanda que fundada pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas teve como sua filosofia calcada  na "Manifestação do Espírito para a caridade" 
Para finalizar lembramos as palavras de um ponto de umbanda:
“Umbanda tem fundamento, é preciso preparar”
Preparo filho, não vem da noite para o dia, mas sim com o tempo e ainda vale rememorar: “Trabalhador pronto o trabalho aparece…”

Paz de espírito para todos1
Médium GM

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

NOSSO ESTUDO DESTE SÁBADO


Neste Sábado traremos a mensagem de nossos mentores a respeito do tema escolhido pelo membro de nossa comunidade abordando o desenvolvimento mediúnico dentro da Umbanda.

Participe!
#Aruanda #Umbanda

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O QUE É UM CRUZEIRO DAS ALMAS?


🔺Aruanda
#Cruzeiro



Encontrado geralmente nos cemitérios , que na Umbanda conhecemos como CAMPO SANTO, CALUNGA PEQUENA E CRUZEIRO DAS ALMAS .  O cruzeiro das Almas ficou conhecido como ponto de referencia para que velas sejam acesas em lembrança e homenagem das pessoas que ali foram enterradas em um ritual para que suas almas sejam levadas a Deus.

Um CRUZEIRO DAS ALMAS  é uma passagem , ou ainda , um portal onde o espírito passa de um plano vibratório para outro e o Orixá que rege este campo de ação é Obaluayê ( Senhor das Almas , orixá da transmutação ) . Mas o cruzeiro serve somente para isso ?  

Podemos interpretar "plano vibratório" como campo de energias , isso pode se aplicar a diversas situações que estejamos passando em nossas vidas como por exemplo : uma doença física , emocional , uma obsessão complexa ou mesmo simples , mágoas , ódios , rancores e todo sentimento de ordem negativa  , e quando falamos em TRANSMUTAÇÃO  nos referimos também a modificação de vibração que nos problemas citados acima seria o oposto ou seja o lado positivo .

Se nos referirmos a "planos" , podemos ainda simplificar por "passagens" para que de forma simples nos tornemos mais compreendidos que da  o titulo muito conhecido de Pai Obaluaye ou 'SENHOR DAS PASSAGENS ' .

E dentro de um terreiro , centro ou templo de umbanda , onde sempre encontramos um "cantinho das almas " . Muitas vezes um determinado guia nos dá uma vela branca e nos pede para firma-la no mesmo , logo interpretamos que estamos com Eguns ou algum sofredor , mas nos esquecemos que tal qual no campo santo , ali também é um ponto natural e sagrado de Obaluaye e muitas vezes a "vela" não é para os outros e sim para nós mesmos , para podermos com a ajuda do Pai Transmutarmos algo de ruim ainda que não estamos conseguindo sozinhos resolver dentro de nós . 

Lembrando ainda que o Cruzeiro de um centro tem a função de proteger também a casa de ataques de seres infelizes vampiros espirituais , etc.  Como no Campo Santo é feito .  o Cruzeiro é um ponto de Luz e deve sempre quando nos direcionamos a ele como em qualquer outro campo de força de Orixá ser feito com respeito , bom senso e acima de tudo FÉ.

Texto de Géro Maita

terça-feira, 29 de agosto de 2017

CIGANOS NA UMBANDA

🔺Aruanda
#Ciganos


(...) Eles são entidades “livres”. Não se faz “firmezas” ou “assentamentos” para ciganos dentro da “casa de Exu” ou em qualquer lugar do terreiro. Quem diz que tem seu cigano “preso” no terreiro não passa de um mentiroso; ele tem é obsessor “preso”.

Onde já se viu firmar cigano como guardião? Cigano trabalha em todos os “lugares”, é livre para trabalhar e precisa dessa liberdade para sua evolução, pois é dando corda que se enforca uma pessoa, e assim também se faz com desencarnado.

Não estou dizendo que não possa haver elementos de ciganos dentro do terreiro, até porque muitos médiuns precisam de um ponto de fixação para poder entrar em sintonia com seus guias.Os ciganos não trabalham a serviço de um Orixá específico, por isso não são guardiões de um terreiro. Essa linha trabalha em paralelo e conjugada com as demais, e seu compromisso primeiro é com a caridade, e não com nenhuma outra linha específica.

Os ciganos são protetores, e não guardiões. Podem trabalhar dentro da linha de Exu, porém sem função de chefia e de guarda. Já os Exus ciganos e Pombagiras ciganas são Exus e Pombagiras como outros quaisquer, exercendo todas as funções que qualquer Exu e Pombagira exercem. Em resumo, cigano é uma coisa, Exu cigano é outra. Eles têm funções diferentes, embora a mesma origemcigana.

Os ciganos se manifestam nos terreiros de umbanda justamente por ela ser uma religião aberta e dar liberdade para qualquer linha de trabalho que faça caridade.

Por serem muito alegres, os médiuns começaram a se fascinar e ter excesso de culto por essa linha. Então começaram as vaidades, as roupas enfeitadas, as bebidas, os fumos, as danças, as firmezas, os assentamentos, os jogos em casa ou até mesmo no terreiro, e, assim, infelizmente, muitos espíritos que ainda estavam em “desenvolvimento” para ingressar nessa linha se perderam junto com os médiuns. Hoje podemos ver os absurdos que são feitos usando o nome de entidades de luz.

(...) Os Ciganos trabalham com os quatro elementos da natureza: terra, água, ar e fogo.

·         Elemento terra: os ciganos distinguem cada pedra e têm conhecimento sobre elas; assim, manipulam o elemento terra. Cada pedra tem uma razão para ser usada e uma necessidade. Passar uma pedra em alguma parte do corpo ou segurá-la faz o indivíduo se descarregar ou até mesmo se energizar, dependendo do trabalho realizado. É na terra que se encontra firmeza para enfrentar a vida, resgatar carmas e continuar o caminho.

·         Elemento água: podem utilizar copos ou taças com água. Pela água conseguem ver se não há maldade no que está sendo pedido. Enxergam se há pureza no coração de cada um, pois a água serve de espelho, espelho este que reflete o que tem dentro de cada um de nós. Conseguem ver com clareza o que foi feito por cada um e o porquê de estarem colhendo o que não querem colher.

·         Elemento ar e fogo: podem utilizar o cigarro e com ele estar manipulando dois elementos: o ar e o fogo. O fogo, muitas vezes, é usado para queimar invejas, miasmas, larvas e cascões astrais.

Nem sempre esses elementos são usados de uma só vez. Quero deixar bem claro que não precisamos diretamente deles, podemos plasmá-los perfeitamente, usando o ectoplasma do médium.

Para um cigano poder trabalhar em prol da caridade, não é necessário um baralho, uma taça de vinho ou qualquer outro elemento. Isso é mito. Eles podem usar – e usam – elementos da natureza, em alguns trabalhos (...).

Do livro “Diário Mediúnico – Um guia de estudos da Umbanda, Volume 2”, de Norberto Peixoto, orientado pelo Espírito RAMATÍS. Ed. Do Conhecimento.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

EXU DO LODO SEM FANTASIAS!

🔺Aruanda
#Exu


São muitos os espíritos que trabalham nas vibrações de exu, nas várias dimensões cósmicas. No Universo, tudo é energia, e na Umbanda não é diferente: tudo se transforma para o equilíbrio, gerando harmonia. Por isso precisais entender as correspondências vibracionais dos quatro elementos planetários: ar, terra, fogo e água, relacionando-os com cada um dos Orixás, regentes maiores das energias cósmicas, aprofundando a compreensão da magia específica de cada exu. Eles atuam, segundo determinadas peculiaridades, nos sítios vibracionais da natureza, fazendo par com os Orixás, pois o eletromagnetismo do orbe é dual: positivo e negativo. O Uno, o Eterno, o Incriado, Zambi, Olorum (um mesmo nome que representa a Unidade Cósmica) é “energia” e precisa se rebaixar para chegar aos planos vibratórios mais densos, onde estais agora. O Uno é dividido, tornando-se dual, tendo duas polaridades, onde existe a forma, o Universo manifestado na matéria, interpenetrado com o fluido cósmico universal.

Um exemplo de exu entidade, que tem para os zelosos das doutrinas puras um nome polêmico, pode ser citado: os denominados exus do lodo. Energeticamente, os espíritos comprometidos com o tipo de trabalho que chancela esse nome atuam entre dois elementos planetários: terra e água. Se misturardes um pouco de terra com água, tereis a lama, o lodo. Essas entidades agem segundo o princípio universal de que semelhante “cura” semelhante: transmutam miasmas, vibriões etéricos, larvas astrais, formas-pensamento pegajosos, pútridos, viscosos e lamacentos, entre outras egrégora “pesadas” de bruxarias e feitiçarias do baixo Astral que se formam nos campos psíquicos (auras) de cada consulente, em suas residências e seus locais de trabalho, desintegrando verdadeiros lodaçais energéticos, remetendo-os a locais da natureza do orbe que entrecruzam vibratoriamente a terra e a água: beira de rios e lagos, encostas de açudes, entre outros locais que têm lama e lodo. Nesses casos, entrecruzam-se nas demandas sob o comando de caboclos da falange de Ogum Iara. Podem também atuar próximos aos mares, à água salgada, agora sob comando de caboclos da falange de Ogum Beira-Mar ou Ogum Sete Ondas. Por isso, o ato ritualístico em alguns terreiros de jogar um copo de água na terra (solo) para fixar a vibração magnética da entidade, no momento de sua manifestação mediúnica (elemento que serve de apoio para a imantação vibratória das energias peculiares à magia trabalhada).

RAMATÍS
Livro A Missão da Umbanda,
 psicografado por Norberto Peixoto. Ed. Do Conhecimento.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

OS ESPÍRITOS DA NATUREZA CITADOS EM NOSSO LAR

🔺Aruanda
#ElementaisDaNatureza


Lembrei quanto me seria útil a colaboração de Narcisa e experimentei. Concentrei-me em fervorosa oração ao Pai e, nas vibrações da prece, dirigi-me a Narcisa encarecendo socorro. Contava-lhe, em pensamento, minha experiência dolorosa, comunicava-lhe meu proposito de auxílio e insistia para que me não desamparasse.
Aconteceu, então, o que não poderia esperar.
Passados vinte minutos, mais ou menos, quando ainda não havia retirado a mente da rogativa, alguém me tocou de leve no ombro.
Era Narcisa que atendia, sorrindo:
- Ouvi seu apelo, meu amigo, e vim ao seu encontro.
Não cabia em mim de contentamento.
A mensageira do bem fixou o quadro, compreendeu a gravidade do momento e acrescentou:
- Não temos tempo a perder.
Antes de tudo, aplicou passes de reconforto ao doente, isolando-o das formas escuras, que se afastaram como por encanto. Em seguida, convidou-me com decisão:
- Vamos à Natureza.
Acompanhei-a sem hesitação, e ela, notando-me a estranheza, acentuou:
Não só o homem pode receber fluidos e emiti-los. As forças naturais fazem o mesmo, nos reinos diversos em que se subdividem. Para o caso do nosso enfermo, precisamos das árvores. Elas nos auxiliarão eficazmente.
Admirado da lição nova, segui-a, silencioso. Chegados a local onde se alinhavam enormes frondes, Narcisa chamou alguém, com expressões que eu não podia compreender. Daí a momentos, oito entidades espirituais atendiam-lhe o apelo. Imensamente surpreendidos, via-a indagar da existência de mangueiras e eucaliptos. Devidamente informada pelos amigos, que me eram totalmente estranhos, a enfermeira explicou:
- São servidores comuns do reino vegetal, os irmãos que nos atenderam.
E, à vista da minha surpresa, rematou:
Como vê, nada existe de inútil na Casa de Nosso Pai. Em toda parte, se há quem necessite aprender, há quem ensine; e onde aparece a dificuldade, surge a Providência. O único desventurado, na obra divina, é o espírito imprevidente, que se condenou às trevas da maldade.
Narcisa manipulou, em poucos instantes, certa substância com as emanações do eucalipto e da mangueira e, durante toda a noite, aplicamos o remédio ao enfermo, através da respiração comum e da absorção pelos poros.

(do livro NOSSO LAR – André Luiz/Chico Xavier. FEB).


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A VIBRAÇÃO DO MAR UMA VISÃO MAIS ABRANGENTE DOS MARINHEIROS

🔺Aruanda
#Marinheiros


Alcançáramos a orla do mar, em plena noite.
A movimentação da vida espiritual era aí muito intensa. Desencarnados de várias procedências reencontravam amigos que ainda se demoravam na Terra, momentaneamente desligados do corpo pela anestesia do sono. Dentre esses, porém, salientava-se grande número de enfermos.
Anciães, mulheres e crianças, em muitos aspectos diferentes, compareciam ali, sustentados pelos braços de entidades numerosas que os assistiam.
Conversações edificantes e lamentos doloridos chegavam até nós.
Serviços magnéticos de socorro urgente eram improvisados aqui e além... E o ar, efetivamente, confrontado ao que respirávamos na área da cidade, era muito diverso.
Brisas refrescantes sopravam de longe, carreando princípios regeneradores e insuflando em nós delicioso bem-estar.

O oceano é miraculoso reservatório de forças – elucidou Clarêncio, de maneira expressiva –; até aqui, muitos companheiros de nosso plano trazem os irmãos doentes, ainda ligados ao corpo da Terra, de modo a receberem refazimento e repouso. Enfermeiros e amigos desencarnados desvelam-se na reconstituição das energias de seus tutelados. Qual acontece na montanha arborizada, a atmosfera marinha permanece impregnada por infinitos recursos de vitalidade da Natureza. O oxigênio sem mácula, casado às emanações do plancto, converte-se em precioso alimento de nossa organização espiritual, principalmente quando ainda nos achamos direta ou indiretamente associados aos fluidos da matéria mais densa.

Passávamos agora na vizinhança de uma dama extremamente abatida, quase em decúbito dorsal à frente das águas, recolhendo o auxílio magnético de um benfeitor que se iluminava no serviço e na oração.
Clarêncio deixou-nos por momentos, conversou algo com um amigo, a pequena distância, e regressou, informando:

- Trata-se de irmã do nosso círculo pessoal, assediada pelo câncer. Foi retirada do veículo físico, pela hipnose, a fim de obter a assistência que lhe é necessária.

- Mas – objetei curioso – esse tipo de tratamento pode sustar o desequilíbrio das células orgânicas? A doente conseguirá curar-se, de modo positivo?

O ministro sorriu e aclarou:
- Realmente, na obra assistencial dos Espíritos amigos, que interferem nos tecidos sutis da alma, é possível, quando a criatura se desprende parcialmente da carne, a realização de maravilhas. Atuando nos centros do perispírito, por vezes efetuamos alterações profundas na saúde dos pacientes, alterações essas que se fixam no corpo somático, de maneira gradativa. Grandes males são assim corrigidos, enormes renovações são assim realizadas. Mormente quando encontramos o serviço da prece na mente enriquecida de fé transformadora, facilitando-nos a intervenção pela passividade construtiva do campo em que devemos operar, a tarefa de socorro concretiza verdadeiros milagres. O corpo físico é mantido pelo corpo espiritual a cujos moldes se ajusta e, desse modo, a influência sobre o organismo sutil é decisiva para o envoltório de carne em que a mente se manifesta.

LIVRO: ENTRE A TERRA E O CÉU. ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O MITO DE QUEM NÃO PODE COM MANDINGA NÃO CARREGA PATUA

🔺Aruanda
#Patua

Mandinga = Povo de uma tribo na costa africana onde hoje é a Etiopia
Existe uma ligeira confusão de que a palavra Mandiga trata-se de feitiço, o porque desta confusão, é em virtude da seguinte e celebre frase: “Quem não pode com Mandinga Não carrega Patuá”.
Então vamos lá, no tempo da escravidão uma variedade de escravos de etnias diferentes foram trazidas ao nosso continente entre eles “Os mandingas”, quem eram negros do continente Africano no lado oriental da africa .
Este negros tinham como como religião a mulçumana, que se baseia no alcorão, eram instruídos e sabiam ler e escrever na linguá arábica e cumpriam a risca os mandamentos do alcorão: rezar virado pra Meca 6 vezes ao dia, etc… também eram submissos aos seus patrões pois entediam que deveriam cumprir o destino a eles destinado por Alá… assim ganhavam a confiança dos feitores das fazendas e tinham mais liberdades que os outros escravos e eram sempre galgados ao posto de Capitão do mato, posto este que lhe davam o direito de caçar negros fujões.
Estes “Mandingas” carregam uma pequena bolsa de pano pendurado ao pescoço que davam o nome de “Patuá”, e dentro dessa pequena bolsa havia uma página do alcorão , para que o mesmo pudesse fazer a oração diária… os negros observam que quando fugia um “Mandiga” e era encontrado por um capitão do mato também “Mandiga” nada acontecia com o mesmo, então esses negros passaram a fazer um pequeno saco igual aos dos mandigas e carregarem ao pescoço e quando fugiam imaginavam eles que nada lhes aconteceria, mas ledo engano… um mandiga quando encontrava outro abria o saco retirava a folha do Alcorão e lia o texto , ai o bicho pegava… os outros negros não sabiam ler e colocavam dentro do patuá uma folha de papel qualquer, o Mandinga se revoltava e irado com o ocorrido não contava tempo matava o negro Fujão… daí advêm a celebre frase acima “Quem não pode com mandinga não carrega patuá”
Infelizmente dentro de certos terreiros de Umbanda fruto de zeladores e médiuns mal informados a frase acima representa algo em suas mentes pequenas ligado a feitiçaria ou ainda a pretensa ideia de magia.

sábado, 19 de agosto de 2017

ESCLARECENDO EXU E POMBA-GIRA



🔺Aruanda
#Guardiões


"Pois eu também sou homem sujeito a autoridade, e com soldados sob o meu comando. Digo a um: Vá, e ele vai; e a outro: Venha, e ele vem. Digo a meu servo: Faca isto, e ele faz."
Lucas 7:8

"A ti, o filho do homem, te constitui por atalaia sobre a casa de Israel "(...).
Ezequiel 33:7



Ângelo Inácio , médium Robson Pinheiro


Guardiões ou Exus

Na umbanda e nos cultos de origem afro, a palavra exu é empregada para se referir aos guardiões. - Porém, como exu é um termo comum à terminologia africana e afro-brasileira, em geral apenas nos cultos citados é que se utilizam esse e outros nomes, que, aos olhos de muita gente, são estranhos ou destituídos de significado.

Contudo, não podemos ignorar que os guardiões representam, em todos os planos onde atuam, uma forma de equilibrar as energias do universo, da mesma forma que os exus. Sem os guardiões, muitas tarefas, senão todas seriam inconcebíveis, tanto no plano físico como no astral.

"No entanto, não se deve fazer confusão, presumindo que todos os guardiões desempenham tarefas de igual teor.” Também no plano astral, é necessário conceber a idéia da especialização. Assim sendo, nossos irmãos umbandistas poderão chamar todos os guardiões de exus, indiscriminadamente, mas não entendemos que, a rigor, todo exu seja um legítimo guardião, pois há aqueles considerados exus inferiores, como os sombras, da milícia negra dos magos.

De acordo com essa ótica, os chamados exus superiores, conhecidos pela umbanda, podem ser denominados guardiões; os exus inferiores, ao contrário, podem ser denominados apenas de espíritos descompromissados com o bem.

- Observamos requintes técnicos nas ações de muitos exus inferiores, fato que os distingue dos quiumbas propriamente ditos. O caso dos sombras. Constituem uma força astral nada desprezível e organizam-se à semelhança de um exército, com seus diversos departamentos e hierarquia. Portanto, não podemos reduzi-los a quiumbas, que são entidades simplesmente desordeiras, sem nenhuma especialização em seus atos. Entre estes, não há hierarquia nem definição clara de papéis, muito embora comumente estejam sendo usados pelos magos e outras entidades.

- Há necessidade de estabelecer ordem e disciplina em todos os domínios do universo. Dessa forma, a falange dos guardiões desempenha uma função de zelar pela harmonia, a fim de evitar o caos.
A presença de representantes da ordem a atuar como força disciplinar nas regiões inferiores é imprescindível, se levado em conta o estado atual da evolução no planeta Terra. Poderíamos imaginar como seriam nossas atividades espirituais sem a dedicação e o trabalho dos guardiões?

Imaginemos cidades ou países sem policiamento, sem disciplina, sem ordem alguma...

Na umbanda, Exu é uma força de caráter masculino, é ativo, yang. Nos cultos de origem afro, é tido como agente mágico da natureza, correspondente às forças de equilíbrio. Como figura mitológica ou simbólica, Exu está intercalado nas encruzilhadas vibratórias, nos entroncamentos energéticos. Sob essa perspectiva, podemos entender que os guardiões, mesmo os de hierarquia superior, representam a ordem, o ponto de equilíbrio, onde cessa o conflito entre o bem e o mal, entre a luz e a sombra. Isto é, são os exus. Agem de acordo com a justiça, sem se pautar pelas noções de bem e mal desenvolvidas pelos encarnados. Orientam-se conforme a ética mais ampla e os conceitos cósmicos.

Embora as diversas especializações e a eficiência das falanges de guardiões, seu trabalho no mundo não consiste nem visa à eliminação das lutas do cotidiano. Ao contrário do que muitos observadores da realidade argumentam, esses espíritos, enquanto agentes de Deus que são, não estão aí para poupar o homem de enfrentar as questões que ele mesmo engendrou ao longo dos séculos. Absolutamente.
A função dessas equipes não é privar os indivíduos ou os governos dos desafios para o estabelecimento da paz, tampouco manter afastadas as inúmeras questões complexas e de natureza distinta que afligem a humanidade.

Os guardiões são elementos de equilíbrio - e não apenas de defesa. É fundamental salientar a diferença.

Sob essa ótica, sua atuação limita-se à barreira do livre-arbítrio das pessoas e comunidades, a menos que, no exercício da liberdade individual, seja colocado em risco o grande plano divino de evolução para os povos do planeta. Nesse caso, os guardiões assumem o papel de instrumentos da lei de causa e efeito, impondo um limite àquilo que poderia gerar um desvio mais evidente e profundo no planejamento geral.


Caveiras

[...]Estes guardiões são os caveiras, como são conhecidos nestas regiões do astral inferior, bem como nos cultos umbandistas e de tradição afro. Ao contrário do que muitos médiuns ignorantes da realidade espiritual dizem, esta legião de espíritos trabalha para o bem, auxiliando nos cemitérios aqueles seres que desencarnaram e que, por algum motivo, permaneceram ligados ainda aos despojos em deterioração nas sepulturas.

Especializou-se na tarefa de limpeza energética dos cemitérios, evitando que magos negros e feiticeiros ainda encarnados, mas desdobrados, tenham êxito quando vêm em busca do fluido vital restante contido nos duplos das pessoas recém-desencarnadas.

Sua tarefa, de singular importância, consiste no processo de limpeza energética, ao mesmo tempo em que realizam a transição, para as esferas mais altas, daqueles espíritos que já acordaram para algo maior.

- O movimento espírita normalmente rejeita o uso de símbolos e nomes estranhos...

Mas o movimento espírita não é a doutrina espírita. Nesses redutos habitados por seres com costumes e interesses diferentes daqueles classificados como equilibrados, a atmosfera é muitíssimo densa. Ante a densidade dos fluidos, a periculosidade de muitos que estagiam por aqui e a insalubridade energética de regiões inteiras do plano astral, a linguagem do pensamento, como a conhecemos, torna-se muitas vezes difícil de propagar. Basta traçar um paralelo com a dimensão física para entender melhor essa realidade. Portanto, nada mais lógico do que associar imagens, símbolos e ideogramas para que certas falanges de espíritos prontamente se comuniquem e identifiquem logo com quem estão lidando.

Veja bem o caso de certos espíritos bastante respeitados, como os da Legião de Maria, tão comentada em um livro da médium Yvonne Pereira. Seus integrantes exibem uma cruz azul como emblema de sua tarefa, de seu vínculo com esse corpo de trabalhadores.

O espiritismo, para o desgosto dos adeptos pouco perspicazes, traz um sinal distintivo inspirado pelo próprio Espírito Verdade. Falo da insígnia que Allan Kardec inseriu no cabeçalho do texto intituladoProlegômenos, que temos como a ata de fundação do espiritismo na Terra. Está lá, logo no início de O livro dos espíritos, a cumprir uma determinação direta daquelas almas que patrocinaram a Codificação, conforme ele explica. É o ramo da videira, simbologia destrinchada pelos espíritos ao longo do texto.

Pombas-Gira

É a chamada polícia feminina do astral. Na umbanda, são conhecidas como pombajiras, oubombonjiras , como expressam melhor alguns umbandistas.

Formam uma falange de amazonas do plano astral e trabalham em todo caso que envolve sentimentos e emoções mal orientadas e desequilibradas, que é sua vocação. Quando o caso exige um acompanhamento ligado ao emocional, nada melhor do que espíritos especializados nessas questões, que, além disso, são portadores da garra e da determinação que distinguem as guardiãs comprometidas com o bem do próximo.

Elas operam nas encruzilhadas vibratórias, que não guardam relação com as chamadas esquinas das ruas terrenas. São exímias conhecedoras dos problemas do coração, da sensibilidade, e exercem seu trabalho com maestria quando se cruzam os problemas da razão, da perda do bom senso, com aqueles gerados por emoções descontroladas.

Ao contrário do que muitos médiuns expressam, em seu animismo confundido com mediunismo, esses espíritos não se comportam do modo como são retratados pela incompreensão. Para nosso desapontamento, muitos sensitivos, que desonram o verdadeiro trabalho dessas guardiãs, representam-nas, no momento da incorporação, utilizando palavrões, atitudes grotescas e maldosas, desprezando a oportunidade ímpar de concorrer para o equilíbrio do sentimento e das emoções, técnica que elas dominam como ninguém no astral inferior.

Em suma, não podemos prescindir de sua atuação, pois nas esferas do umbral elas desempenham atividade fundamental no resgate dos espíritos comprometidos com o coração, a emoção e a sexualidade.

É certo, que existem espíritos na forma feminina que abusaram da sexualidade e, do lado de cá, continuam com seus desequilíbrios, tanto quanto ocorre com espíritos na forma masculina.

Muitos médiuns se sintonizam com essas entidades, que várias vezes pretendem se mostrar, através da incorporação ou da psicofonia, como sendo bombonjiras. São farsantes, espíritos inferiores e desrespeitosos, que produzem mistificações as mais diversas ao estabelecer sintonia com médiuns obtusos, comprometendo assim a imagem e o trabalho sério das verdadeiras guardiãs.